
Na comunidade de Serra Verde, município de Teixeira, Paraíba, reside Daiane de Araújo (34 anos), seu esposo Daniel Gomes (43 anos), e sua filha Sofia, de 8 anos. Em uma propriedade de apenas 1 hectare a família possui um agroecossistema diversificado que integra roçado e pomar.
No roçado se destaca a plantação de milho, feijão, batata, macaxeira e jerimum. No pomar, existe uma diversidade de frutíferas (banana, acerola, seriguela, cajú, goiaba, coco, abacate, limão, graviola, manga, umbu, amora e morango). A produção é para o consumo da família, mas, sempre que há excedente, os produtos são comercializados, principalmente as bananas.
“Sempre morei no campo, mais nesta casa estamos há 6 anos, eu gosto da zona rural, é sossegado, calmo, não troco o campo pela cidade”, disse Daiane.
Daiane conta que os únicos reservatórios que tinha era uma cisterna de água para consumo humano (beber e cozinhar) e um pequeno barreiro que é o responsável por manter as plantações, mas agora com a construção da Cisterna Calçadão, através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), afirmou que vai aproveitar melhor o potencial da propriedade para diversificar a produção de alimentos agroecológicos.
“O P1+2 é um projeto muito importante. Nos dá uma oportunidade, graças ao fomento (apoio financeiro) incluso no projeto, de poder aumentar a produção e melhorar nossa segurança alimentar e nutricional. Quero construir uma estufa (Horta Orgânica) para plantar verduras e legumes (coentro, alface, couve, cenoura, tomate e cebolinha) ”, declarou a agricultora.
A renda familiar origina-se da agricultura e do bolsa família ou de algum serviço que surge eventualmente para seu esposo, além de agricultor é também diarista, trabalha como ajudante de pedreiro.
Hoje, Daiane e sua família comemoram a melhoria da qualidade de vida promovida pelo acesso à água através das cisternas que garantem água para beber, cozinhar e para produzir alimentos. As tecnologias sociais de convivência com o semiárido estão sempre surpreendendo ao revelar a capacidade de resiliência dos (as) trabalhadores (as) e aproveitamento do potencial local, evidenciando a incrível maravilha e oportunidade que a natureza, através da sociobiodiversidade, nos oferece. Daiane e tantas outras agricultoras e agricultores são a prova disso.