Alimento e Renda no Sertão em tempos de Pandemia

Nos municípios da região da Serra de Teixeira, agricultores e agricultoras que foram beneficiados (as) com tecnologias sociais (cisternas, hortas, galinheiros, etc.) vem garantindo segurança alimentar e renda para suas famílias a partir da produção de alimentos saudáveis em seus próprios quintais, evitando a ida a cidade onde os riscos de contaminação por corona vírus é maior devido a aglomeração de pessoas.

A pandemia causada pelo Covid-19 também veio afirmar que cada vez mais camponeses e camponesas precisam estar preparados para conviver com o semiárido a partir da estruturação de suas propriedades e assim poder atravessar momentos de crise.

 “Trabalho juntamente com meu filho, e durante esta crise não paramos de produzir, aqui tem coentro, cebola, alface, couve, mamão, entre outras frutas e verduras. Toda semana tenho minha alimentação e renda garantida. Este projeto das hortas deu uma alavancada muito boa na vida da gente.” Damião Mendonça, comunidade Guarita, Teixeira.

Damião foi beneficiado pelo projeto Horta Orgânica com Economia de Água, que foi executado pelo Centro de Educação Popular e Formação Social Centro de Educação Popular e Formação Social, com apoio do Movimento Coletivo em parceria com a Ponte a Ponte.

Quem não tem a mesma oportunidade, de ter minimamente a propriedade estruturada precisa sair de casa para comprar alimentos (principalmente perecíveis) na própria comunidade ou ir até a cidade aumentando os riscos de contaminação pelo Covid-19.

O fechamento das feiras livres, trouxe uma queda na renda dos que comercializavam o excedente da produção nestes espaços, e já tinham uma clientela garantida. Alguns agora vendem em casa ou de porta em porta na própria comunidade. Tiveram que se reinventar e se adaptar as mudanças exigidas pela pandemia, afirmando a capacidade de resistência e adaptação às mudanças.  E como disse o escritor Euclides da Cunha: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Quem está produzindo alimentos saudáveis está cuidando da casa comum! Além de estar cuidando da saúde, a partir do consumo de alimentos saudáveis e também da oferta destes para outras pessoas, gerando renda de forma digna.

Com a intenção de apoiar homens e mulheres do campo e as dinâmicas organizativas das comunidades (associações, Fundos Rotativos), o CEPFS vem utilizando as redes sociais como uma importante ferramenta para facilitar a comunicação com agricultores e lideranças com objetivo de  orientar, acompanhar e compartilhar informações do dia a dia das famílias do campo. Recentemente foi criado um grupo de whatsapp onde agricultores e agricultoras trocam conhecimento e informam como estão os trabalhos com a produção.

 

Equipe do CEPFS recebe última visita de assessoria bilateral do CAIS

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Nos dias 5 e 6 deste mês,  o Centro de Educação Popular e Formação Social CEPFS recebeu a última visita de assessoria bilateral do Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS).

No total foram realizadas três visitas, como complemento do curso, desenvolvido em módulos sobre Planejamento, Monitoramento e Avaliação Orientados a Efeitos (PMA) realizado em Brasília. As duas primeiras visitas aconteceram no ano passado. O objetivo das visitas foi ampliar o processo de formação da equipe em PMA.

A primeira formação deu ênfase ao plano de monitoramento focado em efeitos, a segunda priorizou a revisão dos instrumentos de monitoramento e avaliação, já a terceira focou a metodologia da cadeia de efeitos.

Na avaliação da equipe o processo de formação foi fundamental para avançar no trabalho institucional, permitindo enxergar novos horizontes principalmente com foco nos efeitos das ações desenvolvidas. O conteúdo abordado promoveram condições para uma melhor análise do contexto sociopolítico e da sustentabilidade institucional. Também contribuiu para identificar fragilidades e potencialidades da instituição, a serem trabalhadas.

CEPFS recebe prêmio pela segunda vez como uma das 100 melhores ONGS do Brasil!

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Na noite da última segunda feira, em São Paulo, o Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS foi premiado como uma das 100 melhores ONGs do Brasil. Esta é a segunda vez que o cepfs conquista a premiação.

Promovido pelo Instituto Doar, o prêmio tem como objetivo reconhecer Organizações Não Governamentais que mais se destacam pela Gestão e Transparência em suas ações.  Este ano mais de 700 instituições foram avaliadas.

Durante a premiação o cepfs foi representado por Diego Nunes, que é um dos doadores da campanha Abrace o Semiárido.

Entrevista

José Dias , Coordenador Executivo do CEPFS

Qual a importância desta conquista (uma das 100 melhores ONGs do Brasil) para a instituição?

José Dias – É uma evidência que a instituição vem trilhando por um caminho correto e, exatamente por isso conquista a credibilidade de receber apoio por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas espalhadas pelo Brasil inteiro e porque não do mundo!

Quais estratégias o cepfs utiliza para ser transparente em suas ações?

José Dias – Executar os projetos conquistados, compartilhar os resultados e prestar contas do que está sendo feito não só junto aos seus financiadores, mas, também perante a sociedade como um todo por meio do nosso site www.cepfs.org.

Esse reconhecimento gera uma responsabilidade ainda maior para a instituição?

José Dias – Sem dúvida, todo o reconhecimento público aumenta a responsabilidade não só de continuar fazendo bem, mas cada vez mais se qualificar para fazer ainda melhor, qualificando os meios de transparência, etc.

Porque o CEPFS é uma ONG para se DOAR?

José Dias – O próprio reconhecimento do prêmio melhores ONGs para se doar em 2018 e a nova confirmação este ano (2019), de certo modo revela que é confiável doar para o CEPFS para que a entidade possa cada vez mais ampliar suas ações a partir da causa que abraçou desde sua fundação, sempre na perspectiva de promover o empoderamento daqueles que se encontram a margem do processo de desenvolvimento local.

 

 

 

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