TÉCNICOS DO CENTRO CLIMA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO VISITAM EXPERIÊNCIAS NAS COMUNIDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA E MATURÉIA

A Doutoranda Maria Regina Moroun (Carioca) e o Doutorando Martin (Alemão) estiveram, no período de 31 de maio a 02 de junho/2009, visitando comunidades rurais do Município de Teixeira e Maturéia que contaram ou contam ainda com o apoio do CEPFS. O objetivo da visita foi conhecer experiências que os agricultores e agricultoras estão desenvolvendo que se revestem de estratégias de empoderamento para a convivência com os efeitos das mudanças climáticas. No decorrer das visitas algumas conclusões foram sendo extraídas, dentre elas, a de que a região semiárida já conta com muitas experiências de adaptação as mudanças climáticas que podem constituir uma grande e importante rede de intercâmbio; a região semiárida conta com uma diversidade imensa, não só do ponto de vista da biodiversidade, mas, também, de potenciais que podem ser otimizados gerando reais possibilidades de vida sustentável para essa e futuras gerações; as experiências das comunidades evidenciam que os programas e projetos que queiram contribuir, efetivamente, com o desenvolvimento sustentável da região jamais devem adotar procedimento de imposição, mas, pelo contrário devem estimular o protagonismo dos cidadãos e cidadãs como atores sociais capazes de influenciarem mudanças na realidade onde estão inseridos, a partir dos potenciais e oportunidades locais. Esse último aspecto foi bastante evidenciado nas experiências visitadas, revelando, portanto, que o segredo da eficácia de ações para a construção do um novo paradigma de desenvolvimento está, sem sobra de dúvida, na efetiva participação daqueles que serão de fato e de direito os verdadeiros beneficiários. Sem sombra de dúvida, foi uma satisfação para as comunidades rurais: Fava de Cheiro, Poços de Baixo e Riacho Verde – Teixeira e Monte Belo e Riacho das Moças – Maturéia na media que se deram conta que estão contribuindo com inspirações para projetos e programas que possam, efetivamente, contribuir com a construção de um novo paradigma de desenvolvimento para a região semiárida.

ALUNOS E PROFESSORES DO PROJETO UNICAMPO VISITARAM A ÁREA EXPERIMENTAL DO CEPFS

Alunos e professores do Projeto UniCampo, Universidade Camponesa, ligado a Universidade Federal de Campina Grande visitaram, no último dia 23, a área experimental do CEPFS, na comunidade Riacho das Moças, município de Teixeira. O principal objetivo foi conhecer as várias tecnologias sociais lá implantadas e, interagindo a partir de um debate extrair dos alunos, filhos(as) de camponeses(as), quais as tecnologias que mais lhes chamaram a atenção; qual a que gostaria de implantar nas propriedades de seus pais. O evento contou com a participação de 34 alunos(as) e 03 professores. As reflexões oriundas do debate, ao final da visita, afirmaram que a experiência visitada contribuiu, de maneira efetiva, para ampliar a esperança de que é possível mudar a realidade, para melhor, a partir dos potenciais naturais, locais, usando, para tanto estratégias de manejo sustentáveis. Não existe uma receita a ser a plicada em toda e qualquer propriedade. O segredo está em conhecer, cada vez mais, o que a natureza oferece, considerando o relevo da propriedade; as várias formas de captação e manejo de água, possíveis, a importância do cultivo diversificado na agricultura familiar, enfim é preciso descobrir que o dinheiro não é tudo. “Pode ocorrer de se ter muito dinheiro, mas, se não houver o que comprar, pode-se morrer de fome”. O sentimento final foi o de que é possível construir, de forma participativa, um novo paradigma de desenvolvimento usando bem os recursos naturais com vistas a uma melhor e mais sustentável qualidade de vida.

CEPFS, COM O APOIO DA BRAZILFOUNDATION, IMPLANTA TECNOLOGIAS SOCIAIS IMPORTANTES PARA MELHORAR A QUALIDADE DA ÁGUA, CAPTADA DA CHUVA, NO SEMI-ÁRIDO

O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, com o apoio da BrazilFoundation está implantando dois tipos de tecnologias sociais importantes para melhorar a qualidade da água captada da chuva destinada ao consumo humano, no semiárido paraibano. Trata-se do sistema de bóia para lavagem do telhado e a bomba d´água aro trampolim. As primeiras experiências foram desenvolvidas em sua área experimental localizada na zona rural do município de Maturéia – PB. Depois de comprovada a eficiência dessas tecnologias, o CEPFS apresentou uma proposta no edital da BrazilFoundation, no final de 2007, tendo o mesmo sido selecionado para obter apoio em 2008/2009. O projeto contempla atividades educativas e a implantação de experiências concretas junto às famílias rurais. Na primeira fase do projeto foram realizados 02 cursos sobre difusão de tecnologias sustentáveis para a segurança hídrica no semiárido, atingindo um público de 100 participantes, incluindo lideranças, técnicos, agricultores e agricultoras. Também foi realizado uma visita de intercâmbio às experiências de sua área experimental com um público de 43 agricultores(as). Na parte das implementações foram implantadas 10 tecnologias sustentáveis para melhorar a qualidade da água, sendo 05 sistemas de bóias para lavagem do telhado e 05 bombas d´água aro trampolim, beneficiando 13 famílias e um total de 50 pessoas. Ainda na parte das implementações foi implantado uma nova tecnologia social, em sua área experimental, um biodigestor, com o objetivo de produzir gás a partir de fezes bovinas, além dos subprodutos (Adubo Orgânico e Biofertilizante), ambos de grande importância para o fortalecimento da agricultura familiar. Essa experiência já foi socializada com 168 pessoas, incluindo lideranças, técnicos e agricultores(as). O projeto entrará em sua segunda fase de execução quando serão realizados mais dois cursos sobre difusão de tecnologias sustentáveis para a segurança hídrica no semiárido; uma visita de intercâmbio, a implantação de mais tecnologias sociais juntos a novas famílias rurais, concluindo com um documentário sobre as experiências trabalhadas juntos as famílias, bem como as desenvolvidas em sua a área experimental, destacando seu papel enquanto espaço para intercâmbio entre técnicos, agricultores e agricultoras, com enfoque para o manejo adequado dos recursos naturais, dentre eles a água como fonte de vida. Um dos enfoques do documentário se voltará para os potenciais que as propriedades da agricultura família dispõem que podem ser potencializados a partir de um maior conhecimento sobre o caminho da água na propriedade e na comunidade. A proposta é reunir várias experiências existentes na área experimental, com inovações, incluindo depoimentos de técnicos e de famílias beneficiadas, como ferramenta para reaplicação em outras regiões.
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