CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS

O CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR E FORMAÇÃO SOCIAL – CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS EM PARCERIA COM AS COMUNIDADES RURAIS DOS MUNICÍPIOS DE TEIXEIRA E CACIMBAS.


O CEPFS realizou no dia 1 de dezembro, na sua área experimental, na comunidade Riacho das Moças – Maturéia – PB, uma oficina de avaliação das ações desenvolvidas, em vista do fortalecimento da agricultura familiar, em parceria com as comunidades rurais. Participaram do evento 36 pessoas, 19 homens e 17 mulheres. Além de três integrantes da equipe do CEPFS a oficina contou com participação de integrantes da CÁRITAS e da CAMEC como organizações parceiras. A avaliação feita pelas lideranças comunitárias é a de que já houve bastante avanço, principalmente, na parte organizativa, a partir das implementações de tecnologias sociais de convivência com a realidade semi-árida, dentre elas a experiência dos Fundos Rotativos Solidários. As lideranças destacaram que ainda há muitos desafios, dentre eles a posse da terra que, mesmo os que têm pouca terra hoje, aos poucos essa terra vai diminuindo com a estratificação por herança. Nesse caso surgem dois desafios: o primeiro provoca a família para ter um cuidado ainda maior com os recursos naturais, pois do contrário, em poucos anos terá esgotado o potencial produtivo da terra. O segundo diz respeito a um repensar as vocações dos filhos. Se todos forem assumir as mesmas atividades dos pais, poderá chegar a uma situação que a terra será insuficiente para produzir o sustento da família. Há também aqueles que não tem terra e, nesse caso, segundo as lideranças fica difícil desenvolver ações de estruturação das propriedades quando estas não são de legitima posse de quem nela está produzindo. Outro desafio marcante registrado pelas lideranças diz respeito ao fortalecimento da agricultura familiar, em termos de visão de futuro. De acordo com as lideranças há pouco ou quase nenhum interesse por parte dos jovens rurais de assumirem atividades de continuidade das experiências familiares na agricultura. Os que estão tendo acesso a estudo estão se preparando numa perspectiva de ocupar outros espaços profissionais, urbanos, com pouca ou nenhuma ligação com as atividades agrícolas. Sem dúvida é algo bastante preocupante. Um elemento abordado pelos participantes em relação ao fortalecimento da agricultura familiar, sem dúvida, está relacionado a assistência técnica e extensão rural adequada de tal maneira que as experiências dos agricultores e agricultoras experimentadores(as) possam ganhar evidência e, contaminar, no bom sentido da palavra, muitos outros agricultores. É notória a necessidade de uma contribuição efetiva para que os agricultores possam sistematizar suas experiências, de modo a permitir uma maior apropriação do conhecimento acerca do que estão fazendo, do que estão produzindo, numa perspectiva de empoderamento e maior valorização da agricultura familiar. O agricultor(a) só reconhece vantagem na produção que é vendida, que lhes dá resultado financeiro, monetário, enquanto que a outra parte da produção, de grande valor para a economia familiar, tanto no aspecto de promover a segurança alimentar e nutricional, assim como no tocante a saúde, de certo modo é esquecida, ou renegada a segundo plano, não tendo portanto o seu devido valor. Na medida em que o agricultor(a) familiar se apropriar dos mecanismos de sistematização do que está produzindo, com certeza irá dá um maior valor as suas experiências e poderá irradiar sua motivação positiva em relação a agricultura familiar para com outros colegas, promovendo assim a valorizar e por conseguinte fortalecimento da agricultura familiar.

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